O que é Decoração Afetiva?

adult architecture art business
Foto por Vladyslav Dukhin em Pexels.com

Preste atenção na sua casa, em cada cantinho dela – você consegue identificar algum objeto que te faça recordar um dia especial? Ou que você tenha trazido de uma viagem? Ou até algo que foi herdado da sua avó, passado de geração em geração? E quanto a fotografias? Você é do tipo que gosta de registrar momentos e pendurar nas paredes?

A nossa casa deve ser lugar de acolhimento, de aconchego, deve dar aquele calorzinho no coração toda vez que a gente entrar, não concordam?

O conceito de Decoração Afetiva fala justamente sobre trazer todos esses elementos de apego, carinho, memória e amor pra nossa casa. Seja através do mobiliário, dos objetos decorativos e até mesmo do resultado de uma reforma – com certeza uma parede que você mesmo pinta tem muito mais valor do que aquela que você pagou pelo serviço, já que todo o processo te rendeu muitas histórias engraçadas, perrengues, e cada falha da pintura que ficou vai te recordar desses momentos. Além disso, quando nós nos envolvemos de corpo e alma no processo de transformação da nossa casa nós exercitamos o sentimento de pertencimento àquele lugar.

Por isso aqui na Apego Design, focamos em consultorias de ambientação – não com o objetivo de te dizer como decorar sua casa, mas te orientar quanto à funcionalidade, fluxo do espaço e segurança das suas escolhas. A casa é sua! Não existe ninguém melhor do que você pra saber o estilo que mais combina com ela. 
Aqui não se segue moda nem tendência. Aqui há o envolvimento com cada história e com cada estilo de vida – pra quem gosta de cor, pra quem gosta de planta, pra quem gosta de DIY, ou pra quem é minimalista, o importante é que a sua casa tenha a sua cara, reflita sua personalidade e te transmita energias boas.

Mas sendo esse um site que tem foco em Design para a Infância, como a gente pode levar todos esses conceitos para os ambientes infantis?

Nas escolas, todos os trabalhos dos alunos são expostos na sala de aula ou nos corredores, essa decoração mostra pra criança que ela e o que ela faz, ou o que gosta, é importante, que naquele espaço tem um pedacinho dela. Assim como Montessori nos ensina a deixar a criança se expressar livremente através das roupas (dando opções adequadas ao clima, obviamente), ela nos ensina que envolver os pequenos na escolha das cores, das texturas e dos objetos de seu próprio quarto pode ajudá-los em seu desenvolvimento – afinal, ela passa a se sentir pertencente àquele ambiente (que é de fato, dela), e a ter uma relação mais afetiva com o próprio quarto. Tudo isso pode influenciar a criança a ter mais zelo pelas suas coisas, manter a organização, a gostar de estar no seu quarto e, consequentemente, a dormir melhor.

Sendo assim, aqui vai uma lista com algumas dicas que podem te ajudar a transformar o quarto do seu filho/a num ambiente mais afetivo:

  • Inclua a criança no processo de reforma/decoração – peça que ela imagine o quarto pronto (um desenho pode ajudar), que cores ele tem? de que móveis ela precisa? onde vai ficar a cama? – e leve a opinião dela em consideração.
  • Decore o quarto da criança com itens que contam a história da sua família – retratos antigos dos avós, fotos de quando ela era um bebê, imagens dos animais de estimação ou objetos que foram feitos para ela ou presenteados por parentes e amigos da família.
  • Inclua peças feitas ou reformadas por você (melhor ainda se puder ser algum objeto que você consiga customizar junto com a criança), herdadas de outras crianças da família ou objetos que passaram de geração em geração.

O mais importante é que você entenda o real sentido de decoração de interiores: não é tornar o ambiente mais “bonito” ou “produzido”, é enchê-lo de memórias, de afeto, de energia positiva – é ao invés de gastar uma fortuna com esculturas e pinturas sem valor emocional, seguindo recomendações de profissionais de estilo, expor aqueles objetos que te arrancam um sorriso e que fazem da sua casa um lugar de felicidade.

A criança também mora na casa, ela tem tanto direito de opinar e escolher no processo de ambientação quanto os adultos. Tem o direito de decorar e expor objetos, desenhos ou fotos que ela goste, que a façam se sentir realmente pertencente àquele lugar.

A nossa casa é a materialização do nosso estado de espírito, a nossa extensão afetiva – o nosso lar.

 

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